Competências socioemocionais na escola e no lar

04 abr, 2019 | Publicado por Líder em Mim

Formadas por um conjunto de habilidades que ajudam as crianças a ter melhores resultados escolares, assim como a lidar com as próprias emoções, além de desenvolver empatia e tomar decisões mais seguras e responsáveis, o desenvolvimento das competências socioemocionais traz benefícios que extrapolam o muro das escolas e impactam também no lar e no bem-estar geral de cada criança e jovem.

É claro que grande parte desse tipo de aprendizagem é transmitida pelas escolas de todo o país, mas é muito importante que o início desse ensinamento comece em casa, onde a família é parte fundamental. “Ela é o modelo inspirador das habilidades, atitudes e comportamentos que queremos que cada criança desenvolva”, explica Morgana Batistella, gerente do Programa O Líder em Mim (OLEM).

Mas, para você pai, mãe ou responsável entender melhor de que tipo de aprendizagem tratam essas competências, vamos precisar aprofundar um pouco mais o tema e falar sobre a teoria do Big Five. Você já ouviu esse nome antes?

Competências socioemocionais na escola e no lar
Competências socioemocionais na escola e no lar

Entre psicólogos, há um crescente reconhecimento de que a personalidade humana pode ser analisada a partir de cinco dimensões: abertura para experiências, consciência, amabilidade, extroversão e estabilidade emocional – as dimensões que compõem a teoria do Big Five.

Essas dimensões influenciam diretamente no aprendizado e o mais interessante é a possibilidade dessas competências serem ensinadas, aprendidas e praticadas. Para entender melhor essa influência, é preciso abordar um pouco mais sobre cada uma dessas dimensões.

Abertura a novas experiências

Promove nas crianças e jovens a vontade de buscar os sentidos estéticos, culturais e intelectuais, uma vez que são imaginativos, artísticos e curiosos. As crianças e jovens com menos tendência de abertura ao novo são mais propensas a cometer atos de bullying na escola.

Consciência

Ela ajuda as crianças a se organizarem e se responsabilizarem pelas próprias tarefas e atividades, desenvolvendo a autonomia, disciplina e orientação para os objetivos. Trata-se de uma dimensão que representa o fator de proteção contra o envolvimento de crianças e jovens em atos de criminalidade.

Extroversão

Virtude que desenvolve a interação das crianças e jovens com as pessoas e o mundo externo. Pessoas com altos níveis de extroversão são amigáveis, sociáveis e entusiasmadas. A extroversão influi no tempo que os estudantes passam na escola e quanto mais desenvolvida, maior é a capacidade de fazer amizades.

Amabilidade

Essa dimensão ensina as crianças a agir de modo cooperativo e empático, a ser tolerante e apreciar as diferenças entre as pessoas. Altos níveis de amabilidade protegem as crianças de bullying e de comportamentos violentos.

Estabilidade emocional

É a capacidade de lidar com as próprias emoções de maneira consistente, sem mudanças bruscas de humor. Crianças com estabilidade emocional possuem maior autoconfiança, resiliência e autocontrole.

Cada vez mais percebemos que o mundo mudou e que as famílias, em parceria com as escolas, também precisam preparar emocionalmente suas crianças e jovens. “Bem aplicada e trabalhada, essa formação socioemocional certamente pode transformar não apenas a sala de aula, como também no lar e para toda a vida”, conclui Morgana.

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