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Amizade na infância e na adolescência: benefícios para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional

30 nov, 2020 | Publicado por Líder em Mim

Ao longo de nossas vidas, fazemos amigos de diferentes tipos. Tivemos os amiguinhos da infância, os colegas do “terceirão” do Ensino Médio, e, na vida adulta, relações mais sólidas são definidas conforme amadurecemos. Muito da personalidade de cada pessoa tem como forte influência os amigos. 

Tendo isso como princípio, é possível afirmar que o ato de construir relações sociais com amigos tem forte correlação com uma série de habilidades emocionais, cognitivas e comportamentais. 

Para as crianças e adolescentes, essa construção é espontânea, delicada, e torna-se base para a vida inteira. Entenda como acompanhando esta leitura!

A importância da troca

Segundo o psicólogo e pedagogo Jean Piaget, uma troca é uma sequência de ações entre indivíduos, onde as ações de um repercutem sobre os outros. Desse modo, as interações sociais ricas, para Piaget, são aquelas onde há reciprocidade e cooperação.

E o que significa tudo isso? Simples! O indivíduo que conseguir manter amizades saudáveis e equilibradas se torna um ser social evoluído!

O ser humano já nasce com a necessidade e capacidade de fazer amigos, embora a real possibilidade de fazer amigos ganha um maior significado a partir dos 6, 7 anos. Na infância, o indivíduo se torna capaz de perceber os sentimentos e opiniões do outro e não apenas os seus. 

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Desse modo, fazer amigos e manter amizades são fatores essenciais para o desenvolvimento saudável do ser humano. A interação e a troca com os outros abre espaço, inclusive, para as habilidades interpessoais essenciais à vida em coletivo, como a empatia, a cordialidade, a convivência, entre muitas outras. 

E o que é um amigo?

De acordo com um estudo publicado na Revista de Psicologia Vetor Editora, conduzido pelos pesquisadores Agnaldo Garcia e Paula Pereira, as crianças consideram amigos alguém que não é da família, de modo geral uma outra criança da mesma faixa-etária. 

Isso acontece pelo fato de que crianças sentem necessidade de brincar e conversar. A brincadeira e o papo entre os pequenos ocorre de forma natural e, assim, eles estimulam mutuamente a criatividade e a descoberta do mundo. 

Amizade na infância é necessária e natural

Mesmo os conflitos e o afastamento que vez ou outra ocorrem também são benéficos: ajudam a contribuir para a maturidade emocional do indivíduo, que viverá esse tipo de coisa com frequência na vida adulta.

Benefícios da amizade 

Estudiosos no tema afirmam que a amizade na infância representa uma importante forma de socialização que contribui para o desenvolvimento intelectual e afetivo. Sendo assim, é também uma ferramenta para desenvolver muitas das competências socioemocionais, como autoconfiança e empatia. 

Além, é claro, de trazer benefícios ao bem-estar e estimular a autoestima. 

No ambiente escolar, por exemplo, a amizade é sem dúvidas o dispositivo pelo qual o aluno se sente ou não de acordo com o ambiente que precisa conviver. O que pode contribuir até mesmo no rendimento escolar e na sua saúde física e emocional. 

Amizades na juventude criam bases para toda a vida

Com mais autoconfiança e empatia, a criança e o adolescente podem ter uma melhor postura e comunicação, bem como ter mais jogo de cintura ao lidar com resolução de conflitos.

 Essas características bem desenvolvidas nessa fase podem ser aprimoradas pelo resto da vida – conforme os desafios do mundo ficam ainda mais complexos.

Portanto, fica evidente a importância de se cultivar amizades. Ao desenvolver a relação com os outros, o indivíduo também desenvolve a si mesmo. 

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Fotos – Freepik, Unsplash e Divulgação

 

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