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BNCC e as competências socioemocionais: Empatia

17 mar, 2020 | Publicado por Líder em Mim

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em vigor desde o início deste ano, traz algumas competências de caráter socioemocional. Aqui no Blog Líder em Mim já trouxemos alguns textos abordando o tema. Mas, agora, vamos dar um passo além, detalhando um pouco mais cada uma dessas competências.

Assim, nesta primeira publicação, vamos falar sobre empatia e cooperação, explorando definições, conceitos e formas de abordá-las em sala de aula.

Dentro das competências socioemocionais tratadas pela BNCC, a empatia e a cooperação surgem como valores diretamente ligados ao respeito. Inegavelmente, ao exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, conseguimos promover o respeito ao próximo. Mais além, alcançamos o acolhimento e a valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.

Então, está pronto para a leitura?

O que é empatia?

Entender o significado da empatia é o primeiro passo necessário para compreender a importância do conceito dentro das competências socioemocionais definidas na BNCC.

A palavra empatia teve origem na fusão de duas palavras gregas: in (que significa para dentro); e pathos (que significa sentimento). Dessa forma, empatia pode ser explicada como a capacidade de pensar ou se colocar no lugar do outro. Em síntese, trata-se da habilidade de compreender emoções e sentimentos do próximo, o que leva as pessoas a se ajudarem.

Empatia é competência socioemocional na BNCC

Empatia: competência socioemocional na BNCC

No início do século XIX, a ideia da empatia como uma característica pela qual alguém identifica o que está na consciência de outra pessoa já era profundamente utilizada e dominava alguns campos da Psicologia e das Ciências Sociais.

Olhar e sensibilidade

Ao observar um momento ou uma situação com o “olhar” do outro, conseguimos ser mais solidários àquela pessoa. Dessa forma, desenvolvemos a cooperação, que é o ato de fazer algo em conjunto para um objetivo em comum.

Apesar de muitas vezes ser tratada como um único atributo, a empatia é dividida em três tipos: empatia cognitiva; empatia emocional; e empatia solidária ou compassiva. A seguir, a gente descreve um pouco mais cada um desses tipos.

Empatia cognitiva

Nesse tipo de empatia, busca-se compreender a mensagem transmitida pelo outro, ou seja, os processos mentais de quem se ouve. Ao desenvolver esse tipo de empatia, criamos habilidade para entender pontos de vista diferentes dos nossos, assimilando diferentes visões sobre um mesmo assunto.

Essa compreensão é fundamental para o ato da cooperação. Mais além, ela permite que a troca de ideias e o debate para distintas tomadas de decisão aconteça de maneira saudável, com muito respeito.

A empatia envolve ouvir e buscar compreender

Empatia envolve ouvir e buscar compreender

Empatia emocional

A empatia emocional caracteriza-se pela capacidade de sentir o que a outra pessoa sente. Se na empatia cognitiva a compreensão é pelos processos mentais, na empatia emocional a compreensão buscada diz respeito ao sentimento.

Assim, nesse tipo de empatia, as emoções se conectam. Contudo, para que isso aconteça verdadeiramente, é necessário exercitar de maneira profunda a capacidade de se transformar, por alguns momentos, na outra pessoa. Isso significa assumir os mesmos sentimentos dela, buscando entender os motivos que a levaram se sentir dessa maneira.

Empatia solidária ou compassiva

Não basta compreender e se sensibilizar. É preciso solidarizar-se e fazer algo pelo outro. Essa é a essência de quem exerce a empatia solidária ou compassiva. É o cuidado com o outro, é a mobilização para ajudar quem esteja precisando.

Como trabalhar a empatia em sala de aula?

Dentro da sala de aula, o professor pode trabalhar os valores e conceitos ligados à empatia de diversas formas, nas mais variadas disciplinas. Aulas de geografia e de história são excelentes oportunidades para incluir o conceito de empatia. Afinal, guerras e conflitos que marcaram a história mundial podem ilustrar o potencial estrago causado pela falta de diálogo e de compreensão sobre o próximo.

Na área de Exatas, que envolve disciplinas como química, física e matemática, os desafios podem envolver muito mais do que números. O professor pode incrementar o fator humano, de modo que a empatia seja explorada e vivenciada.

A Literatura é outra incrível porta para a empatia. Que tal acrescentar à leitura de seus alunos o convite para que eles se transformem nos personagens dos livros lidos. O que eles sentem? Como se comportariam diante da situação vivida por aquele personagem?

A literatura é uma ótima opção para o aprendizado da empatia

A literatura é uma boa opção para o aprendizado da empatia

Empatia em outras disciplinas

Na Biologia, ao analisar o ser vivo, a empatia também pode ser usada durante a construção do conhecimento. Entender as diferenças entre as pessoas é fundamental para o respeito à diversidade. Na própria educação física, o professor pode trabalhar empatia e cooperação em suas atividades coletivas.

Não importa qual seja a disciplina, os valores implícitos na empatia podem e devem ser desenvolvidos em sala de aula. Alunos de todas as idades, mesmo os menores, podem desenvolver atitudes empáticas e assim, desde cedo desenvolver uma formação humana e socioemocional.

A empatia no Líder em Mim

Nos 7 Hábitos que compõem a base do programa Líder em Mim, a empatia e a cooperação são trabalhadas em pelo menos três. O hábito 4, que trata do “pense ganha-ganha”, destaca a empatia ao contemplar o benefício mútuo, por meio da justiça e abundância.

No hábito 5, que estabelece “primeiro compreender, para depois ser compreendido”, o respeito, a coragem e consideração, além da compreensão mútua constroem o valor da empatia.

Já no hábito 6, que aborda o “criar sinergia”, a empatia é desenvolvida por meio da criatividade, acompanhada de valores como diversidade, cooperação e humildade. São valores que ajudam a formar cidadão íntegros, preocupados com uma sociedade melhor e mais justa.

Leia mais em “Os 7 hábitos e a nova BNCC: competências socioemocionais em destaque”

Para ler com as crianças

O tema empatia é tratado em diversos livros infantis. Há excelentes opções de leitura. A seguir, o Blog Líder em Mim cita duas que garantirão esse tipo de aprendizado de maneira divertida. Veja:

A Macaquinha

Imagem: Reprodução

Foto: Reprodução

Autora: Malta Altés, tradução de Gilda de Aquino, Editora Brinque Book

Livro da artista espanhola Marta Altés, que já foi traduzido para mais de cinco idiomas. O livro conta a história de uma macaquinha que depois de muito ouvir na floresta ser pequena para algumas realizações, decide mostrar que tamanho não é documento. Assim, ela decide se aventurar, atravessar a floresta para subir na mais alta árvore do lugar. O caminho traz vários desafios e diversas oportunidades de aprendizado.

Sinto o que Sinto e a incrível história de Asta e Jaser

Imagem: Reprodução

Foto: Reprodução

Autor: Lázaro Ramos, Editora Carochinha

Ao contar a história do personagem Dan, o livro revela que lidar com os sentimentos não é algo simples. Diversas situações enfrentadas por Dan ao longo do dia mostram aos pequenos o que são e como lidar com os mais diferentes sentimentos. Orgulho, raiva e alegria são somente alguns desses sentimentos, mostrando às crianças a importância de entende-los para o desenvolvimento emocional.

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Fotos: Unsplash

 

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