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Caminhos para o ensino híbrido

29 set, 2020 | Publicado por Líder em Mim

O ensino híbrido, proposta de educação que concilia aulas presenciais com aulas remotas, já era previsto por especialistas como uma tendência para o futuro da área. Afinal, cada vez mais os recursos tecnológicos se fazem presentes na realidade escolar. Entretanto, ninguém poderia imaginar que aquilo que estava previsto para 5 ou 10 anos pudesse ser feito em apenas um ano. 

A pandemia do coronavírus acelerou o que já era dado como certo: o ensino híbrido se integrando às vidas das pessoas. 

A emergência da situação exigiu dos educadores muita paciência para entender a realidade e, então, se adaptar com as habilidades necessária para esse novo tipo de educação já vigente. 

É necessário, portanto, refletir como essas transformações repentinas devem interferir nas formas de educar no pós-pandemia. Vamos entender alguns novos conceitos e desafios? Acompanhe nesta leitura!

EAD e Ensino Remoto

Importante ressaltar que o ensino remoto é diferente do formato EAD (Educação a Distância).  O cenário de pandemia fez somente do ensino remoto uma medida extraordinária e temporária aprovada pelo MEC (Ministério da Educação). Desse modo, as instituições de ensino puderam cumprir o cronograma de aulas presenciais em tempos de quarentena. 

ensino remoto e ead

EAD e Ensino Remoto possuem formatos distintos

O EAD, apesar de também ser um modelo de ensino remoto, é um formato planejado, e não emergencial. Com o apoio de tutores e diversos recursos como por exemplo vídeo, podcasts e arquivos em PDF.

As aulas no EAD são mais flexíveis, tendo como característica ter aulas gravadas para que o aluno possa acessar no horário que achar mais conveniente. Enquanto no ensino remoto, as aulas costumam ser ao vivo, geralmente por meio de plataformas de videoconferência. Adotada por muitas escolas nos últimos meses, a aprendizagem remota é como uma aula presencial nos moldes online.

Leia também: Como o socioemocional pode atuar na comunicação online?

Em resumo, o  ensino remoto precisa ser guiado e projetado para que aquilo que é feito ao vivo seja feito remotamente.

Agora que sabemos a diferença entre esses métodos de ensino, podemos dar uma atenção maior sobre a relevância e também os principais desafios que surgem com as possibilidades de aula remota – e, consequentemente, com o ensino híbrido.

Novos paradigmas de ensino 

Com a pandemia, a possibilidade do ensino remoto foi como uma boia no resgate às pessoas em um barco se afundando. Afinal, os educadores e as famílias ficaram muito ansiosos e confusos no início de algo que ninguém imaginou que aconteceria no ano. Entretanto, inevitavelmente a condição de necessidade para adaptações trouxe avanços imensuráveis –  principalmente para os professores.

Para os alunos, em geral, foi mais uma extensão de algo que eles já vivenciavam. Trata-se de uma geração de jovens conectada e, portanto, a utilização dos recursos digitais no cotidiano não foi grande novidade. Aliás, para algumas personalidades foi até positivo. Além do ensino online ter uma linguagem mais próxima da realidade de telas vivenciada pelos jovens, alguns alunos se concentram melhor sem barulho ou conversas.

Já com os educadores, a possibilidade de utilizar dessas ferramentas online fez com que eles ficassem mais preparados digitalmente. Desse modo, mais preparados para a educação híbrida. Ou seja, para o futuro. 

Professores em constante adaptação

Por exemplo, com a internet, há diversos recursos disponíveis para aprender e  testar com os alunos. Possibilidades tanto para o remoto quanto o presencial. O educador tem a chance de perceber o aluno ao utilizar essas ferramentas – como vídeo, podcast, etc. E, assim, verificar o que chama a atenção dele. 

Desafios para as escolas e para as famílias

Para as escolas que já trabalhavam o ensino híbrido, se acostumar com essa realidade foi só um passo a mais. No entanto, a maioria das escolas brasileiras ainda viam como tabu interferir digitalmente em processos pedagógicos internos e presenciais.  Reuniões de pais é um exemplo. A pandemia alterou esse cenário, trazendo desafios para a comunidade escolar e para os pais.

Um desses desafios foi alterar a rotina. Para professores mais velhos que não estão acostumados com ambiente virtual, por exemplo,  foi preciso aprender muita coisa do zero. Ainda há o fator motivação: os educadores precisaram encontrar formas de cativar o aluno a assistir a aula. Formas de se conectar especialmente em um momento tão delicado.

Leia também: Espírito de colaboração e respeito potencializados

O ambiente familiar também nem sempre é fácil para qualquer um – seja professor ou aluno. Nunca sabemos o que acontece no cotidiano de cada um e, portanto, torna-se um desafio também para as famílias, que estão mais próximas e envolvidas nas aulas dos filhos. O cotidiano do lar ainda se faz presente.

Líder em Mim atuante

Levando em conta esses desafios, a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais fica ainda mais evidente.

É claro que o contato humano é insubstituível na hora de trabalhar o convívio (social) e os nossos sentimentos (emocional). De todo modo, mesmo no ensino remoto, o socioemocional ainda faz parte da educação quando o aluno é visto de maneira integral. Ou seja, ao educar a pessoa como um todo, educa-se as habilidades socioemocionais, independentemente se for presencialmente ou online. 

A orientação, em especial num ano tão difícil e delicado, é trabalhar o diálogo com o aluno – conversar sobre como eles estão se sentindo, sobre o que estão vivendo e ter empatia mútua. Bem como explicar o contexto em que estamos.

O ensino híbrido é também socioemocional. Além dos conteúdos, é preciso ressaltar os sentimentos.

Ensino híbrido é preparação para o futuro

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Fotos – Divulgação

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