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Como é a avaliação das competências socioemocionais?

30 nov, 2020 | Publicado por Líder em Mim

É possível avaliar a empatia de um estudante da mesma forma que avaliamos se ele entendeu uma teoria matemática? Se as competências socioemocionais estão integradas às Competências Gerais de acordo com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como identificar o desenvolvimento dos alunos nesse sentido?

Diferente dos aprendizados de ordem cognitiva, o aprendizado socioemocional não pode nem deve ser medido por uma simples prova. Trata-se de um acompanhamento de vivências e, portanto, é um conhecimento de natureza evolutiva. Ou seja, um dos princípios básicos da educação socioemocional é o fato de que ela sempre pode ser melhorada em qualquer aspecto: pelo resto da vida.

Para entender melhor a relevância desse ensino, analisemos, juntos, o que diz o documento que determina os pilares da educação brasileira. 

BNCC

Entre as 10 competências gerais da BNCC, quatro são de caráter socioemocional: Autonomia e responsabilidade; Empatia e cooperação; Autoconhecimento e autocuidado; Autogestão. 

Exaltando a importância dessa educação socioemocional, a BNCC trouxe para o currículo das escolas brasileiras uma formação mais humana em que essas competências perpassem de maneira trandisciplinar as habilidades cognitivas. Dessa maneira, um  dos objetivos da BNCC é a formação integral dos estudantes. 

BNCC definiu 10 competências gerais para as escolas desenvolverem com os alunos

As habilidades socioemocionais são um conjunto de competências que ajudam, inclusive, os alunos a conhecer como gostam de estudar, como aprender de maneira mais eficaz, quais são suas emoções quando fracassam ou são provocados, o que os faz desistir e o que os mantém motivados a alcançar seus objetivos.

Como avaliar, portanto, o que serve de bússola para o próprio aprendizado?

Autoavaliação

Diante da necessidade de constante melhoria, quando se trata de avaliar as competências socioemocionais de um aluno, o ideal é desenvolver nele a competência do autoconhecimento e autogestão. Assim, o próprio estudante pode refletir e avaliar como se sente, como o despertar de cada emoção interfere em suas atitudes e como é possível gerenciá-las. 

No aspecto socioemocional, o aluno avalia a si mesmo

Essa autoavaliação é um processo presente em todas as fases da vida, pois quando falamos de competências socioemocionais, falamos de algo que pode ser desenvolvido em qualquer momento. 

Leia também: Como o socioemocional pode atuar na comunicação online?

Critérios para avaliação

Não é possível prever a história e os desafios que cada aluno terá durante o ano letivo. Pode surgir, por exemplo, uma doença, a perda de um ente querido, uma pandemia mundial… fatos que despertam fortes emoções e podem interferir até mesmo no seu aprendizado e desempenho escolar.

Desse modo, de acordo com as subjetividades dos estudantes, não há um denominador comum para definir quem tem as competências socioemocionais mais “evoluídas”.  No entanto, é possível utilizar as competências socioemocionais e dividi-las em estágios, por exemplo:

Empatia – Estágio 1: eu sei o que é empatia; Estágio 2: identifico quando ser empático; Estágio 3: aplico recursos que possibilitam agir empaticamente.

Assim, com a observação dos educadores e a partir da vivência e dos exemplos que os alunos absorvem, os estágios dessas competências são, aos poucos, implementados também na prática.

Escola integrada

É fundamental que toda proposta da escola esteja voltada para o desenvolvimento das competências socioemocionais, até por estarem apresentadas na BNCC. Fazer isso de maneira estruturada e com envolvimento de toda equipe escolar e das famílias é fundamental para o sucesso do desenvolvimento destas características.

É preciso que gestores e educadores estejam comprometidos, se organizem e estruturem uma proposta pedagógica que possibilite de maneira clara que estas competências sejam ensinadas, aplicadas e analisadas. Trata-se  de um processo primordial para toda a vida, que influenciará no desempenho do profissional, na eficácia pessoal e interpessoal dos estudantes.

seguro para as escolas

Comunidade escolar integrada

O bem-estar e equilíbrio emocional tornam-se muito relevantes, também, para o desenvolvimento cognitivo dos alunos. A escola deve ter a intenção de possibilitar aos alunos reconhecerem as emoções e trabalhar para que consigam gerenciar e manter o equilíbrio em diferentes contextos.

A proposta de trabalhar com o desenvolvimento de competências socioemocionais é, então, essencial para o desenvolvimento integral dos alunos. 

Confira os projetos do Líder em Mim: https://www.olideremmim.com.br/olem_blog/lider-em-mim-em-foco/

Fotos – Freepik, Unsplash e Divulgação

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