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Como o socioemocional pode atuar na comunicação online?

17 set, 2020 | Publicado por Líder em Mim

Nunca foi tão fácil se comunicar com as pessoas como agora. Com a era dos smartphones, são muitos os meios de mandar uma mensagem para alguém: Whatsapp, Telegram, Facebook Messenger, Direct no Instagram etc. Além, é claro, do bom e velho e-mail – ainda muito útil. Neste ano, em meio ao isolamento social diante da pandemia de Covid-19, a comunicação online ganhou ainda mais força.

Por mais eficiente que possa ser nas relações sociais e profissionais, é preciso ter cautela e equilíbrio no uso desses aplicativos com mensagens diretas e online. 

Aplicativos de mensagem fazem parte da rotina das pessoas

Por exemplo, você é ansioso e pega o celular várias vezes para checar o Whatsapp? Não tolera esperar muito tempo por uma resposta? Ou está em inúmeros grupos e não consegue dar conta da quantidade de mensagens que recebe por dia?

Para todas essas questões, há uma solução socioemocional. Saiba mais acompanhando a leitura deste post!

Comunicação assíncrona

Ter um diálogo face a face com alguém ainda é um meio insubstituível de comunicação. Afinal, em uma conversa instantânea é possível analisar a postura corporal da pessoa, as expressões faciais, os gestos e o tom de voz. 

É o que chamamos de comunicação síncrona, onde um indivíduo fala e o outro responde de maneira instantânea. Trata-se da forma padrão de se conversar presencialmente ou também em ligações por telefone. A palavra síncrona remete justamente ao que é sincronizado, ou seja, imediato e espontâneo.

Já a comunicação assíncrona é quando não se sabe o momento que o receptor vai ler a mensagem enviada, nem se ou quando vai responder. Apesar dos aplicativos de mensagem, como o Whatsapp, permitirem saber se uma resposta está sendo construída, com o indicador “digitando” que aparece quando outra pessoa está escrevendo, ou se já foi lida, com as setinhas azuis denotando leitura.

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A comunicação assíncrona já existia também nos celulares antes mesmo do surgimento dos smartphones, com o SMS. Aliás, indo além, esse tipo de comunicação também tem como exemplo a carta e sinais gravados na natureza. Ou seja: sempre existiu. 

A popularização da comunicação assíncrona é, portanto, um marco do século XXI e dos recursos digitais.

comunicação  síncrona e assíncrona

Século XXI é um marco para a comunicação assíncrona

Mas será que todo mundo sabe usar esses recursos da melhor maneira? Os aplicativos de mensagem servem apenas de ajuda eficiente para as gerações atuais?  Parece que não… Vamos entender melhor!

Estresse à distância

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. 

A comunicação assíncrona, querendo ou não, pode tornar esse problema da ansiedade ainda mais agravante. 

Para uma pessoa ansiosa ou mais analógica, muitas vezes o uso de aplicativos de mensagem é bem problemático. Seja pela demora ou pela falta de resposta, pelo uso indevido de emojis e GIFs, ou, por exemplo, pelos erros de ortografia ou digitação. Tudo isso é cabível de abrir margem para erros de interpretação. Além, é claro, da falta de comunicação quando o intuito era o contrário.

Diálogos online podem aumentar ansiedade

Aliás, mesmo se a pessoa não sofrer tanto com o problema de ansiedade, esses elementos sempre podem atrapalhar uma comunicação assíncrona efetiva.

Desse modo, sabendo que a cultura de mensagens é parte de nossa vida cotidiana, confira algumas dicas para melhorar esse diálogo online.

Orientações para o diálogo online

Objetividade e clareza

Não adianta reclamar de uma comunicação ineficiente por meio de mensagens sem tomar atitudes para transformar o diálogo. Aqui, a dica vale, em especial, para conversas profissionais. Torna-se fundamental ser direto, objetivo e educado. Por exemplo, numa situação hipotética em que é preciso de respostas para determinado objetivo, não começar apenas com um “Bom dia, tudo bem?” e esperar a pessoa responder. O ideal seria algo do tipo “Bom dia, Fulano, tudo bem? Preciso, por favor, dos protocolos A, B e C. Você pode me enviar ainda hoje, se possível? Agradeço desde já”.

Numa outra situação, levando para a área da educação, imagine um ecaso de comunicação entre aluno e docente via online. Ao invés de “Professora, não recebi o material da aula”, o aluno deve ser instruído a educadamente solicitar “Bom dia, professora! Tudo bem? Eu não recebi o material da aula. A senhora poderia compartilhar comigo?”.  Percebe a diferença? Além de ser muito mais produtivo!

professor e a comunicação online

Um bom profissional deve ter eficácia na comunicação online

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Diálogos complexos

Apesar de ser um facilitador especialmente em tempos de isolamento social, nem tudo precisa (nem deve) ser conversado por meio de mensagens. Um assunto mais sério e que apresenta mais nuances demanda uma conversa pessoalmente ou, se não for possível, por uma ligação telefônica. É fundamental desenvolver o discernimento entre o que pode ser falado em qual meio de comunicação.

Fora da caixinha

 A comunicação online não pode dominar 100% a nossa rotina. Importante lembrar que não somos seres cibernéticos e, sim, humanos. Não há necessidade de ficar online a todo momento: cada um tem seu ritmo e absolutamente todo mundo precisa de um ar para respirar. Manter o cérebro ocupado ou relaxar a mente se faz necessário para evitar um desgaste mental e emocional. Uma dica é, quando for possível, deixar o celular desligado e ir fazer alguma atividade física, por exemplo.

Movimente-se e realize algo que dê prazer. Isso também é saúde mental

É preciso também relaxar o corpo e a mente

E o socioemocional?

Uma educação socioemocional atua diretamente em construir gerações que saibam se comunicar com precisão e clareza, desse modo, uma geração menos ansiosa e imediatista também. 

Um dos pilares dos 7 hábitos altamente eficazes, inclusive, é o seguinte:

Procure primeiro compreender, para depois ser compreeendido. 

Trata-se de um hábito que ajuda a exercer a empatia e o diálogo, bem como para fazer-se respeitar-se e promover o respeito ao outro. 

Leia também: A ciência por trás da formação socioemocional

No espectro da comunicação online, a compreensão e o respeito se fazem necessários tanto quanto na comunicação presencial. É preciso entender os ritmos e os padrões de reação tanto nossos quanto dos outros.

Para isso, o autoconhecimento e o autocuidado, também desenvolvidos na educação socioemocional, são prioritários. Ou seja, conhecer-se, apreciar-se  compreender-se na diversidade humana para cuidar da saúde física, emocional, reconhecer as suas emoções e as dos outros com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

Sendo assim, fica claro que com as competências socioemocionais bem desenvolvidas, a comunicação – online ou offline – pode ser transformada a um nível muito mais rico, eficaz e acolhedor. É um aprendizado para usar a vida toda!

Aprender a se comunicar bem é fundamental para a vida!

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Fotos – Freepik, Unsplash e Divulgação

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