Competências socioemocionais e o combate às intolerâncias

02 maio, 2019 | Publicado por Líder em Mim

Muitos dos grandes conflitos mundiais e crises humanitárias da história trouxeram à tona intolerâncias sociais, religiosas, sexuais e raciais. No mundo globalizado do século XXI, apesar de não haver limites para as conexões entre culturas e povos, ocorrências de discriminações e preconceitos ainda são marcantes – o que torna cada vez mais desejável o olhar ao diferente de forma mais sensível e humanizada.  A educação, então, deve servir como a protagonista no combate a qualquer forma de preconceito e violência.

Mundo globalizado, pessoas ainda intolerantes

Mundo globalizado, pessoas ainda intolerantes

A consciência e a busca por ações em prol de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas são bases para o desenvolvimento das competências socioemocionais. O jovem estudante, ao compreender noções como as de amabilidade e engajamento com os outros (e vivenciá-las), potencializa o desenvolvimento das competências cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, além de generalizar aprendizados). No ensino de história, por exemplo, o desafio é aprender com os eventos passados, especialmente os grandes conflitos, para que cada um seja fragmento de consciência coletiva para não repeti-los.

Aprendendo com as intolerâncias da história 

Como exemplo, podemos citar os eventos da Segunda Guerra Mundial, no que concerne ao Holocausto e ao antissemitismo. É possível relacionar tais acontecimentos e a discriminação contra o povo judeu com intolerâncias que, inclusive, seguem presentes na sociedade atual. Para além das leituras de textos, dinâmicas que contemplam as habilidades socioemocionais são fundamentais para assimilar o conteúdo e as motivações humanas envolvidas.

Outro evento também com grande impacto na história moderna é a crise dos refugiados em todo o mundo. A crise econômica, social e política recente da Venezuela, por exemplo, trouxe 96 mil refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil. É essencial que o aluno compreenda, além do contexto histórico, a importância da solidariedade aos nossos vizinhos – e como fazer isso de maneira efetiva. A conscientização de lembrar, também, que qualquer um pode se tornar refugiado.

Crise dos refugiados: a importância da solidariedade

Crise dos refugiados: a importância da solidariedade

Não sem razão, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) propõe para os alunos o seguinte aprendizado em relação ao ensino de História no 9º ano:

– Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa (EF09HI10);

– Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas (EF09HI26);

– Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência (EF09HI36).

A história pode e deve servir como fonte de um rico aprendizado socioemocional!

Quer saber mais sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Acesse: https://www.olideremmim.com.br/olem_blog/de-olho-na-bncc/

Fotos: DepositPhotos

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