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Coronavírus: como tratar o assunto com as crianças

23 mar, 2020 | Publicado por Líder em Mim

Medo, ansiedade e insegurança. Esses são alguns dos sentimentos existentes nas crianças ao tomarem conhecimento da pandemia do coronavírus. Os sentimentos ficam ainda mais aflorados no momento em que escolas públicas e privadas de várias regiões do país, como estratégia para tentar conter a disseminação do novo vírus, estão suspendendo suas atividades temporariamente.

Dessa forma, a dúvida que fica para muitos pais é: como tratar desse tema com meus filhos? Como passar os cuidados nesse momento sem alarmar e assustá-los? Como falar sobre isolamento social? Nas próximas linhas, o Blog Líder em Mim traz para você algumas orientações. Veja!

Informação para todos

A informação precisa e confiável é fundamental para o entendimento da situação. Isso acontece não apenas com os adultos, como também com crianças e jovens. Para isso acontecer, o primeiro passo para os pais é buscar todo tipo de informação sobre a pandemia do coronavírus. Claro, sempre em fontes sérias e com credibilidade.

Ter informação correta é essencial

Obter informação correta é essencial

Com o conhecimento adquirido, os pais se sentirão mais seguros para compartilharem com os filhos, destacando aquilo que é real e até mesmo desmentindo boatos. Esse cuidado, inclusive, é essencial para controlar a ansiedade e o medo vivenciado neste momento pelas crianças.

Nesse sentido, uma dica pode fazer a diferença: respeite a idade de seu filho, de forma a escolher a informação e modular o modo de transmiti-la, de acordo com a idade de cada um. O que isso significa? Para os mais velhos, troquem informações, incentive que eles tirem todas as dúvidas possíveis. Conversem abertamente sobre riscos, perigos e sintomas da doença provocada pelo vírus, bem como todas as formas de inibi-la.

E para as crianças mais novas?

Aos mais novos, preferencialmente para crianças com até cinco anos de idade, explique de maneira simples o que considera ser essencial. Pode dizer, por exemplo, que é uma espécie de resfriado novo e que deixa muita gente doente. Aproveite, claro, para mostrar a importância de se lavar as mãos com frequência e de uma boa alimentação, deixando o corpo forte contra o vírus.

Aqui, vale uma dica: pergunte o que ela já sabe sobre a situação. Deixe que ela compartilhe contigo o assunto e, assim, você pai pode extrair não apenas as informações, como também os sentimentos trazidos pelo relato. Dessa forma, você conseguirá entender o que passa pela cabeça de seu filho e poderá definir por onde seguir o papo.

Coronavírus: converse com os mais novos de maneira simples

Coronavírus: explique para os mais novos de maneira simples

Independentemente da idade, vale ressaltar, diga sempre a verdade. Ademais, valorize os sentimentos de cada filho, seja ele medo, ansiedade, insegurança ou qualquer outro. Ouça o que cada um tem para dizer.  Mais além, acolha, explique tudo de forma clara, dando a atenção que o assunto merece.

Seja o exemplo

Naturalmente, pais e mães sempre foram e serão exemplos para seus filhos. Contudo, nesse caso específico do coronavírus, que tem como fator adicional a interrupção das atividades escolares, eles tornam-se a referência maior a serem copiados. Assim, é essencial que todas as ações amplamente divulgadas para a prevenção ao vírus seja não apenas mostrada aos filhos, como também praticada.

Higienizar bem as mãos e passar álcool gel, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, além de manter alimentação saudável e boa hidratação são medidas que devem ser feitas, mostradas e incentivadas para os filhos de todas as idades. Afinal, não adianta transmitir todas as informações e orientações dos órgãos da saúde e não praticá-los, não é mesmo?

Ensine seus filhos que esse tipo de atitude serve não apenas para a saúde própria, como também em prol da coletividade. Isso traz mais segurança para a criança, o que pode inclusive ajudar a afastar o medo diante do cenário atual.

Seja o exemplo em casa nos cuidados contra o vírus

Dê o exemplo em casa nos cuidados contra o vírus

Oportunidade para aprendizado socioemocional

Esse difícil período em razão da disseminação do coronavírus também pode ser aproveitado para o aprendizado socioemocional. Valores como a solidariedade e a responsabilidade ao agir pessoal e coletivamente podem ser trabalhados com as crianças e jovens. Essas características, inclusive, podem ajuda-las a entender e enfrentar toda a situação pela qual temos passado.

Para falar do agir para si e para o outro, por exemplo, os pais podem abordar com seus filhos a necessidade de maior cuidado com quem tem mais idade. Isso porque os idosos compõem o grupo de maior risco ao coronavírus.

Nesse momento, pode-se explicar o que significa o isolamento social, medida de extrema importância para conter a disseminação do vírus. E, então, abordar como esse tipo de cuidado representa uma atitude responsável para a saúde própria e para a saúde do próximo.

Coronavírus: responsabilidade consigo e com o próximo

Coronavírus: momento de responsabilidade consigo e com o próximo

Esse senso de responsabilidade deve fazer as crianças entenderem de maneira mais fácil a importância de, por enquanto, ficar afastada dos amigos. Mais além, elas compreenderão que, ao ficarem afastadas do vovô e da vovó, ainda que seja difícil, será o melhor para eles. (Veja aqui mais sobre conteúdo socioemocional).

Otimismo também é fundamental

Além de todo cuidado e informação, pais não devem esquecer de transmitir também o otimismo nesse momento. Ele é antídoto importante contra o medo. Também é antídoto contra a ansiedade e toda a insegurança vivida pelas crianças e jovens.

Para isso, não deixe de compartilhar com eles e destacar histórias de superação e outras informações positivas trazidas pelos noticiários. O avanço nos estudos sobre vacinas é um desses exemplo. Casos de pessoas que adoeceram, mas que logo se recuperaram são outros excelentes exemplos, cheios de otimismo.

Otimismo: as superações também devem ser destacadas

Otimismo: superações também devem ser destacadas

Lições ligadas ao co-sentimento

Todas as línguas derivadas do latim formam a palavra “compaixão” com o prefixo ‘com’ — e a raiz ‘passio’, que originalmente significa “sofrimento”.

De acordo com o escritor tcheco Milan Kundera, autor do livro ‘A Insustentável Leveza do Ser’, “nas línguas derivadas do latim, a palavra compaixão significa que não se pode olhar o sofrimento do próximo com o coração frio. Dessa forma, a compaixão representa “a mais alta capacidade de imaginação afetiva, a arte da telepatia das emoções. Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo.”

Livro: "A Insustentável Leveza do Ser"

Livro “A Insustentável Leveza do Ser”

Essa compreensão caracterizada nas palavras do escritor tcheco são valores muito presentes no programa Líder em Mim. Diante do cenário de pandemia do coronavírus, várias escolas participantes do programa deram uma verdadeira lição de co-sentimento. Os alunos gravaram e postaram várias mensagens de apoio aos estudantes de outros países que, antes do Brasil, já enfrentavam dificuldades com a chegada do coronavírus.

Os vídeos, repletos de boas energias, foram enviados para escolas de vários países por meio do programa internacional Leader in Me. Ao final desse texto, compartilhamos dois desses vídeos inspiradores. Veja!

Dicas para os pais

– Informe-se amplamente e por fontes sérias e confiáveis;

– Converse com seu filho, troque muita informação;

– Respeite o sentimento de cada um, acolha e esclareça todas as suas dúvidas;

– Seja o exemplo;

– Aproveite para passar valores importantes como solidariedade e responsabilidade;

– Passe otimismo; ele é um importante combustível emocional.

Fotos: Unsplash e divulgação

 

 

 

 

 

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