(Des)controle das redes sociais

21 ago, 2019 | Publicado por Líder em Mim

Nos tempos atuais, a vida social dos jovens é muito marcada pela esfera digital. Ter várias curtidas no Instagram, muitos contatos no Whatsapp e influência no Facebook são alguns exemplos de “sucesso” que aparentam nivelar a popularidade de cada um. Dessa forma, as redes sociais complementam a socialização interpessoal. As perguntas que ficam são: até que ponto é um complemento e não um descontrole?  O desenvolvimento socioemocional é prejudicado com excesso de internet?

Ícones das redes sociais

Ícones das redes sociais

As respostas para questões do tipo estão sendo investigadas por cientistas e educadores de todo o mundo. Um estudo do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal, no Canadá, que foi publicado no periódico Jama Pediatrics, conclui que o tempo de tela em que há comparação social em redes sociais, como fotos de colegas exibindo corpos e vidas “perfeitas”, possui correlação com sintomas de depressão na adolescência.

Aprendendo a filtrar o tempo e o uso

Os pesquisadores do estudo coletaram, durante quatro anos, informações de 3,8 mil jovens de 12 a 16 anos, que preencheram questionários sobre o tempo em que permaneciam em frente a diferentes tipos de telas e sintomas de depressão. Além do fenômeno de comparação, o estudo levantou a hipótese de que algoritmos das redes (os quais permitem que conteúdos semelhantes aos já acessados sejam entregues aos usuários) podem reforçar quadros depressivos. Por exemplo, caso o usuário pesquise os termos “magreza” ou “depressão”, mais conteúdos relacionados ao tema são oferecidos.

Saiba mais sobre o socioemocional como esfera de acolhimento: https://www.olideremmim.com.br/blog/a-escola-como-esfera-de-acolhimento-emocional/

Socialização digital em alta

Socialização digital em alta

Uma outra pesquisa publicada pela Sociedade Real para Saúde Pública (RSPH, na sigla em inglês), realizada na Grã-Bretanha, ainda identifica que o Instagram é a pior rede social para a saúde mental e bem-estar dos jovens.  Por ser exclusivamente focada em imagem, é mais propícia a causar sentimentos de inadequação e ansiedade.

A sintonia com o socioemocional

Sabe-se que a depressão e a ansiedade envolvem várias circunstâncias e fatores que não podem se resumir somente a relações de causa e efeito.  No entanto, vale o alerta para o uso adequado das redes sociais – não cabe a uma ferramenta digital atribuir valor, senso de autoestima e muito menos ter papel de protagonista na socialização. Especialmente na juventude.

De acordo com o nosso contexto sociocultural, não há como fugir e é, inclusive, saudável utilizar as mídias digitais como meios de autoexpressão e autoidentidade. A chave é o equilíbrio. Diante dessa realidade, as escolas que utilizam a metodologia do Líder em Mim preparam as crianças para a autogestão e o olhar para o outro. Com as competências socioemocionais desenvolvidas, o jovem é muito mais capaz para não cair nas armadilhas e nos perigos do mundo digital, que podem ser prejudiciais para a saúde mental.

Confira como utilizar de maneira responsável as redes sociais: https://www.olideremmim.com.br/blog/uso-responsavel-das-redes-sociais-as-competencias-socioemocionais-podem-ajudar-como-filtro/

Quer ver mais notícias sobre o universo das competências socioemocionais? Acesse https://www.olideremmim.com.br/olem_blog/socioemocional-ao-pe-da-letra/

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