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Emoções vividas na pandemia

31 maio, 2020 | Publicado por Líder em Mim

Medo, tristeza, angústia, ansiedade…quantos sentimentos temos vivido nessa quarentena, não é mesmo? Ainda que os dias de isolamento pareçam iguais, vivemos momentos de uma espécie de montanha russa emocional. São oscilações que nos trazem pensamentos diversos e que até nos causam sintomas prejudicais à saúde, não apenas mental como também física. Equilíbrio deve ser a palavra principal para organizar o que sentimos, seja em adultos, jovens e crianças. A partir de agora, exploraremos o tema para, justamente, encontrar esse ponto e alcançarmos a tão desejada e necessária inteligência emocional.

As emoções

Em tudo na vida, o primeiro passo para a solução de um problema é saber identificá-lo corretamente. O mesmo acontece com as emoções. Parece simples, mas conhecer a própria reação da mente e do coração diante do desconhecido, como esse período de pandemia que vivemos, por vezes torna-se complicado. Aliás, você já deve ter passado por isso em algum momento da vida, né? Busque na memória alguma ocasião onde sentiu uma espécie de aperto no peito e não conseguiu decifrar muito bem o que ele representava…

Pois bem, para ajudar nesse processo de “tradução”, a gente explica um pouco mais detalhadamente algumas emoções e sentimentos vividos nesse período. Veja:

Tristeza:

No dicionário, ela é caracterizada pela melancolia, falta de alento, esmorecimento e desânimo. O convívio social faz parte da natureza humana e quando nos privam, repentinamente, desse aspecto sociável, ainda que como fator de proteção à nossa saúde, a tristeza bate. Não tem jeito. Inclusive, esse sentimento é muito comum nesse período, é difícil quem não tenha ficado triste, ainda que momentaneamente, com a situação.

Desânimo, melancolia...sinais de tristeza

Melancolia, desânimo..sinais de tristeza

Em meio a tantas preocupações e notícias ruins trazidas pela pandemia, a sensação temporária de tristeza pode e até mesmo deve ser vista como algo não tão negativa. Isso, porque ela nos permite um olhar coletivo do momento, faz uma ponte para realidades diferentes da nossa. Esse processo é fundamental na construção da empatia que é, justamente, se colocar no lugar do outro e entender o sentimento do próximo.

Agora, essa emoção, quando sentida permanentemente, traz um alerta de que algo não vai bem. Melancolia extrema ou desencanto por tudo, até mesmo pelo que antes dava prazer, é um sinal de que a saúde mental e o equilíbrio emocional correm perigo. Dessa forma, entender a tristeza, bem como sua intensidade, são cuidados extremamente importantes.

Angústia:

Sensação de apreensão ou inquietação em relação a algo ou alguém; situação de aflição; e desassossego são algumas das definições dadas para angústia nos dicionários.

A descrição para esse sentimento combina perfeitamente com esse momento de pandemia que vivemos. Afinal, trata-se de um período repleto de incertezas. A gente se sente mais seguro quando conseguimos projetar minimamente o amanhã. Mas, nesse momento, isso é algo distante. Hoje, não há garantia de volta à normalidade. Essa interrogação está na mente de todos, o que desencadeia a angústia, a inquietação.

Soma-se ao cenário a apreensão pelo que tem sido chamado de “novo normal”. Será que vamos nos adaptar ao retorno do convívio social repleto de protocolos de segurança relacionados à saúde? Como será este amanhã? E quando será? A falta de respostas e a incerteza nos deixam realmente mais angustiados. É mais uma emoção bem presente durante a pandemia.

Angústia, sentimento com incertezas durante a pandemia

Angústia: sentimento com incertezas durante a pandemia

Medo:

Caracterizado nos dicionários como estado emocional provocado pela consciência que se tem diante do perigo, trata-se de sentimento comum atualmente.

Dentro do contexto da pandemia, o medo nos mostra que por mais que nos julguemos fortes, somos seres vulneráveis e inseguros. A pressão que o momento nos apresenta não apenas no aspecto da saúde, como também nos aspectos financeiro, profissional e até familiar torna cada um de nós mais temerosos diante da ameaça à nossa estabilidade.

Assim como a tristeza, o medo também serve como parâmetro importante para a busca do equilíbrio emocional. Por isso, ele não deve ser ignorado. Ao contrário, as pessoas devem expressá-lo e reconhecê-lo, de forma a criar estratégias para enfrentá-lo. Agora, igualmente à tristeza, deve ser visto como algo saudável desde que não fuja do controle. Quando isso acontece, o medo é potencializado e pode criar obstáculos para a saúde emocional e trazer outros tipos de consequência.

Medo, parâmetro para a busca do equilíbrio emocional

Medo: parâmetro para a busca do equilíbrio emocional

Sintomas comuns nessa época

Isolados ou em conjunto, esses sentimentos geram uma espécie de sobrecarga emocional. Mais além, se não forem bem trabalhadas, as emoções negativas podem se transformar em sintomas e desencadeadores de doenças. Problemas relacionados ao sono, estresse, depressão e crise de ansiedade são algumas das consequências.

Esses males, inclusive, são tratados como algo inerente às ocasiões como essa da pandemia do novo coronavírus. Recentemente, um artigo científico publicado por pesquisadores brasileiros na Revista Brasileira de Psiquiatria abordou o assunto.

De acordo com o artigo científico, durante epidemias, tragédias ou pandemias como essa que vivemos, o número de pessoas que desenvolvem algum tipo de problema psíquico tende a ser maior do que o número de pessoas afetadas pelo processo infeccioso. Isso, além de os distúrbios emocionais serem mais longínquos que sua própria causa, o que também afeta o sistema imunológico.

Emoções podem causar algumas doenças

Emoções podem causar alguns males

Assim, sintomas como apatia, depreciação, pensamento lento e desmotivação acendem o alerta para a depressão. Irritabilidade, palpitações, suor, boca seca e até mesmo falta de ar apontam para quadro de transtornos de ansiedade. Dor de cabeça, insônia, cansaço, além de irritação, tristeza e dificuldade em se concentrar indicam sintomas de estresse. Para todas as doenças, além de ajuda médica, uma pausa para colocar a mente em ordem também é fundamental.

Mas, e as boas emoções?

Até agora, falamos de emoções negativas, comuns em momentos de pandemia. Mas, será que o período também não traz bons sentimentos? Aqueles positivos, que preenchem nossos corações e ajudam a oxigenar a mente? Sim, claro que temos. São várias, e a seguir destacamos algumas. Veja!

Esperança:

Como figura nos dicionários, esse sentimento representa a fé, a confiança em coisa boa. É a crença de que um desejo se torne realidade. Por pior que esteja o momento, sabemos que ele é passageiro e, assim, passará.

Pessoas imbuídas com essa emoção positiva passam de forma muito mais amena por esse período. Além de afastar os maus pensamentos, a esperança ajuda ao alcance do equilíbrio emocional. Isso garante a confiança para atravessar a tempestade ou o aconchego para simplesmente aguardar e deixar que essa tempestade finde.

Próxima da aceitação, que é a disponibilidade para concordar com uma situação concreta, no caso, a pandemia do novo coronavírus, a esperança representa um pilar importantíssimo no desenvolvimento emocional. É a emoção positiva que se converte em calma e bem-estar mental, mesmo diante de um contexto como o que estamos vivendo.

Esperança, emoções positivas também existem

Esperança: emoções positivas também existem

Resiliência:

Os dicionários a caracterizam como a capacidade de se recobrar ou de se adaptar à má sorte ou às mudanças. Essa emoção foi descoberta por muitas pessoas diante de alterações a que se submeteram em razão da pandemia.

Por conta do distanciamento social e da suspensão de várias atividades, muitos se viram sem fonte de renda da noite para o dia. Dessa grande adversidade, aprenderam a receber e digerir a pancada para, então, superar, retomar o fôlego e do adverso criar uma oportunidade.

Pessoas resilientes, que agem com esse tipo de inteligência emocional, conseguem superar problemas com menor perda ou sofrimento. Com mais serenidade, podem conduzir a situação para uma zona mental mais tranquila, e daí reagir de modo mais assertivo rumo a uma nova solução.

Resiliência, capacidade de se recobrar ou de adaptação

Resiliência: capacidade de se recobrar ou de adaptação

Afeto:

Sentimento de afeição ou carinho por alguém; estima; paixão; amizade; e simpatia. Essas são algumas das explicações que os dicionários trazem para esse tão nobre sentimento.

Apesar de parecer mais distante como consequência do isolamento social a que todos nós fomos submetidos, muitos aproveitaram o período justamente para intensificar, mesmo que à distância, esse tipo de emoção. Será que você mesmo não faz parte desse grupo? Quem sabe aproveitou o tempo em casa para dar atenção a um amigo ou familiar que no período de correria acaba ficando esquecido?

O ser humano precisa de contato, necessita de carinho. Ele faz bem para a alma e alimenta o coração. Isso é revertido em bem-estar mental e combustível para o equilíbrio emocional.

Afeto se destaca também

Afeto também se destaca

Tempos de desenvolvimento emocional

Como vimos, afora as questões da saúde física, a pandemia nos possibilita uma imersão em nossa saúde emocional. A distância de quem se gosta, as mudanças de rotina, as adaptações no trabalho e outras dificuldades surgidas nesse período provocaram cada um de nós a experimentar as mais diversas emoções.

No mesmo dia, por vezes no mesmo momento, provamos emoções negativas e positivas. Esse mix é enriquecedor e quem conseguir explorá-lo, ao final da jornada, alcançará o desenvolvimento emocional.

Esse pode ser considerado um processo de transformação e, como tal, não há como passar integralmente incólume. Claro, haverá dias em que a tristeza aparecerá mais e o medo e a angústia falarão mais alto. É preciso ser generoso consigo mesmo.

O que isso quer dizer? Em alguns momentos, permita desanimar-se. Fique triste, chore, desabafe, tentando entender o que provoca esse sentimento. Mas, não pare aí. Busque caminhos para se aproximar das emoções saudáveis, mudar a chavinha e encontrar o ponto de equilíbrio emocional.

Quer sugestões?

O autoconhecimento é o caminho mais certo rumo ao desenvolvimento emocional. Contudo, aqui a gente dá uma ajuda com algumas sugestões que possam proporcionar leveza e bem-estar nesse momento.

– Não esconda as emoções: é preciso dar vazão, sejam elas positivas ou negativas. Guardá-las fazem mal e ampliam os riscos às doenças como estresse, depressão e crises de ansiedade;

– Compartilhe: novamente, essa sugestão vale tanto para as emoções positivas quanto negativas. Divida com um amigo ou familiar aquilo que te aflige ou o que te alegra. O compartilhamento ajuda a oxigenar a mente. Ao conversar, escutar e compreender conseguimos achar alternativas e encontrar o equilíbrio emocional;

– Guarde um tempo para fazer o que lhe dá prazer: nosso organismo responde muito positivamente quando realizamos uma atividade que gostamos;

– Cuide bem do sono e da alimentação: corpo e mente merecem a mesma atenção. Um influencia diretamente a saúde do outro e, assim, equilíbrio também é palavra de ordem nos cuidados relacionados aos aspectos físicos.

Todos passaremos por essa!

Todos passaremos por essa!

Lembre-se, quando tudo isso passar, seremos mais fortes e mais capacitados a lidar com o adverso. Teremos experimentado de um modo diferente alguns sentimentos, o que certamente resultará em indivíduos mais desenvolvidos emocionalmente.

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Fotos – Unsplash

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