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Engajamento familiar na educação: Esse hábito começa em casa

16 abr, 2021 | Publicado por Líder em Mim

O engajamento familiar na escola é uma parte vital do desenvolvimento educacional do aluno. A participação ativa dos responsáveis na educação é fundamental para que o estudante entenda a base da convivência e dos processos sociais. O que começa em casa, se aplica das melhores formas em sala de aula. 

 

Mas, como os pais ou responsáveis podem ajudar nesse processo? A resposta é bem simples! Basta aplicar uma relação de “mutualismo”, onde os pais e os filhos saiam ganhando.

 

Começa em casa!

 

“Porque eu mandei!” e “Porque eu sou o pai” são duas respostas normalmente trazidas para explicar o motivo de alguma ordem ou direcionamento parental. Mas, ambas as interações só trarão frustração para as duas partes. Não existe um “vencedor” na relação familiar. Existe uma alternativa para que os envolvidos nessa interação consigam enxergar benefícios mútuos. A alternativa pode ser chamada de “Ganha-ganha”(uma tradução literal do inglês ‘Win-win’”.

 

Stephen R. Covey, um escritor estadunidense, autor do best-seller administrativo Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, disse:

 

“O pensar de forma ‘Ganha-ganha’ é um aspecto mental e emocional que busca por benefícios e respeito mútuo. É não pensar de maneira egoísta ou vitimista. É trazer o “nós” e não o “eu” ao jogo. “

 

As relações “Ganha-ganha” são a chave para trabalhar em grupo. É  a maneira mais efetiva de pensar e de se socializar, principalmente no núcleo familiar. Famílias que aprendem e praticam o “ganha-ganha” são mais felizes, têm menos conflitos e são mais capazes de superar desafios juntos. A confiança se faz presente em cada situação. 

 

John Gottman, pesquisador e clínico psicológico americano, diz que “A confiança é construída nos menores momentos”. No âmbito familiar, existem diversas formas de construir pequenos momentos diários que podem mudar o nível de felicidade. E esses pequenos momentos são “depositados” em uma “Conta Bancária Emocional”

Conta Bancária Emocional 

 

“A Conta Emocional Bancária demonstra a qualidade do relacionamento que você desenvolve com o outro. É como uma conta bancária financeira em que você pode realizar “depósitos” de atitudes que constroem a confiança em um relacionamento.” 

                                Stephen R. Covey

 

A diferença entre as duas contas é que na conta bancária emocional o “recebedor” é quem decide se realiza ou não o depósito. Uma ótima forma de descobrir qual depósito deve ser feito por cada membro da família é perguntar! Os pais podem se surpreender com o direcionamento dos depósitos dos filhos.

 

Passamos a maior parte do tempo com nossa família, então porque não fazer com que eles recebam a maior parte dos depósitos? Os efeitos podem ser felicidade, menos conflitos, confiança. Mas infelizmente, por passarmos muito tempo convivendo juntos, conflitos também podem surgir.  

 

Ficamos tão confortáveis quando estamos rodeados por pessoas que amamos que nos esquecemos de cuidar destes relacionamentos. É mais fácil realizar um depósito para o vizinho do lado que nunca machucou seus sentimentos do que praticar o depósito em família. 

 

Devemos espalhar a gratidão por cada um dos membros familiares. E assim, quebraremos o ciclo de “familiaridade” e iniciamos um novo ciclo de depósitos emocionais de felicidade e confiança. Um depósito positivo vale muito mais que um negativo. 

 

Assim como Stephen Covey disse “Quanto mais convivemos com alguém, mais devemos realizar depósitos para com esta pessoa.” E é por isso que o engajamento familiar é tão importante para que isso seja espelhado em sala de aula. Quanto mais realizamos em casa, mais os filhos aplicarão em sala.

 

Aprenda junto a sua família e faça com que cada momento seja valioso!

 

Pensar de forma Ganha-Ganha

 

Na aprendizagem do pensar ganha-ganha, nós devemos nos lembrar de colocar na balança e considerar cada questão trazida pelo outro. Quando nos deparamos com um conflito, precisamos buscar por pelo menos 3 alternativas juntos. Pense em alguém de sua família com o qual você pode competir. Agora, pense na possibilidade de dividir, por exemplo, o controle remoto com a mesma pessoa. Aqui vão alguns possíveis exemplos do que pode acontecer:

 

  • Ganha-perde: Eu ganho o controle, você não ganha nada. Nós não temos o suficiente para ambos.
  • Perde-Ganha: Você consegue o controle remoto e eu não consigo nada. Novamente, se você ganhar eu perco.
  • Perde-perde: Nós discutimos e jogamos o controle remoto contra a parede. Se eu perco, você perde junto a mim.

 

Agora, pensemos em uma possível solução ganha-ganha para este problema. Veja só:

 

  • Ganha-ganha: Vocês decidem desligar e jogar um jogo de tabuleiro ou videogame juntos. Não é sobre eu ou sobre você. É sobre nós!

 

Pense em cada membro da família “Como posso ganhar por ele hoje?” 

 

Quanto mais praticamos o ganha-ganha, mudamos a forma de perceber cada um da família. Começaremos a vibrar com suas conquistas, entenderemos suas forças e fraquezas e seremos mais suscetíveis a ajudar. 

Comunicar-se de maneira clara e assertiva fará com que a mágica aconteça. Lembre-se do que Stephen Covey nos trouxe “O estabelecimento de uma relação com o próximo começa no momento em que decidimos ouvi-lo e compreendê-lo, criando uma comunicação verdadeira com ele”

 

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