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Gerações Z e Alpha: Uma nova educação?

25 set, 2020 | Publicado por Líder em Mim

As diferenças entre as gerações muitas vezes criam distâncias e dificuldades bem particulares entre as pessoas. Por exemplo, é comum que um pai ou uma mãe saiba menos que os filhos a respeito de certas tecnologias.

Por mais estranho que possa parecer esse aprendizado dos mais velhos com os mais novos, trata-se de algo muito natural. Afinal, as crianças e os adolescentes do século XXI já cresceram em meio ao mundo digital, com acesso às redes sociais, smartphones e tablets.

No âmbito da educação, esse desafio pode se fazer presente em diversas ocasiões. Para exemplificar, imagine uma situação em que chega um novo game na escola para realizar desafios de química. É bem provável que o aluno, totalmente acostumado com jogos online, aprenda macetes mais rápido que os docentes responsáveis.

Leia também: Como o socioemocional pode atuar na comunicação online?

Como lidar com essas diferenças geracionais? Como ser assertivo diante de uma geração de alunos conectada e com fácil acesso à informação? É fundamental ter uma compreensão ampla das características da geração dos alunos e também da própria geração. Desse modo, é possível adaptar linguagens e gerar maior engajamento no processo ensino-aprendizagem. 

 Acompanhe a leitura deste post e confira nossas orientações!

Gerações de X a Alpha

Para começar, precisamos entender melhor as particularidades de cada geração nos últimos 60 anos – e quem as define. Confira no infográfico abaixo!

 

Geração Z em perspectiva

Em 2018, uma pesquisa realizada no Brasil, pela ConsumotecaLab, investigou mais da Geração Z.  O estudo contou com a participação de 3.000 jovens, de 17 a 21 anos, representantes de todas as classes socioeconômicas.

Dentre os dados apurados, destacamos alguns pontos relevantes: ao serem questionados sobre quais palavras melhor descreviam sua geração, as escolhidas foram: consumismo (56%), individualidade (42%) e ansiedade (37%); além de 35% desses jovens alegaram ter sofrido de depressão em algum momento da vida, enquanto 57% conhecem alguém da sua idade que sofre de depressão.

Indo além, alguns dados analisados via Goldman & Sachs, Think with Google, Adweek e Mashable, demonstram que 60% dos jovens da Geração Z  desejam que seus empregos afetem o mundo; Preferem conversar por mensagem (38%) a falar pessoalmente (15%); 72% deles passam mais de 3 horas do dia assistindo a vídeos no telefone e, de modo geral,  estão conectados 10 ou mais horas por dia.   

gerações antenadas

Geração Z hiperconectada e hiperestimulada

Apesar de serem amplamente estudadas, muitos educadores ainda não compreendem bem as características das gerações atuais de alunos. Nem como elas se estruturam diante dos avanços tecnológicos e da sociedade. 

Confira a seguir as principais demandas e necessidades das gerações Z e Alpha no âmbito escolar. 

Desafios para a educação

Para gerações flexíveis e conectadas de crianças e adolescentes, é ideal que a educação também seja dinâmica e tecnológica. Desse modo, os formatos tradicionais de ensino vividos pela geração anterior, em certos aspectos, tornam-se obsoletos.

Leia também: O digital entrou de vez nas escolas

Outro ponto importante a se levantar sobre a Geração Z e até mesmo sobre a Geração Alpha se dá pela atenção dada a questões sociais e ambientais, como, por exemplo, identidade de gênero, desigualdade social e cuidado com o meio ambiente. Afinal, em tempos de redes sociais, o engajamento por causas e liberdade de expressão interfere em todos os meios, causando um impacto imediato na forma como os mais jovens enxergam e vivem a sociedade civil. 

São crianças e adolescentes engajados e com voz ativa, com a necessidade de opinar sobre tudo – e, assim como a internet, a resposta ao estímulo deve ser instantânea. 

Desse modo, podemos começar com uma dica essencial: informação por si só não é conhecimento. A internet não é nem nunca será substituta dos educadores e das escolas, que ainda têm um papel primordial na vida das pessoas.

A importância da escola

Diante da máxima que as escolas precisam atuar diante das novas necessidades das gerações do século XXI, organizamos algumas dicas que podem orientar caminhos a serem seguidos. Confira! 

Flexibilidade

Os centennials e os alphas são especialistas em “multitasking” – habilidade de realizar diversas atividades ao mesmo tempo. São capazes de dar atenção a uma mensagem no Whatsapp pelo celular na mesma medida em que vê um vídeo no Youtube pelo tablet, por exemplo. 

Portanto, diante desse perfil hipercognitivo, os alunos podem e devem aprender, pesquisar, jogar e conversar ao mesmo tempo no ambiente real e no digital. O ensino, a partir do processo de gamificação e dinâmicas que proporcionem simultaneamente a realidade virtual e tangível, passa então a um novo nível. 

Novas formas de ensino

Autonomia

Por serem mais autônomos ao acessar informações, os alunos das novas gerações também necessitam de certa autonomia ao aprender. Para isso, é preciso que eles sejam incentivados a dar ideias, usar a criatividade e, até certo ponto, conduzir suas próprias experiências nas atividades escolares. 

O educador, nesse sentido, pode dar ainda mais importância nas suas habilidades de orientador pedagógico e curador de referências. É o professor que ainda conduz o aluno a ser mestre de si. A educação forma protagonistas. 

Competências socioemocionais

Conforme apresentado neste post, em especial a Geração Z é uma geração ansiosa e  imediatista. Em comparação com as gerações anteriores, são, portanto, menos tolerantes e pacientes. Também menos hábeis ao lidar com perdas e frustrações. 

Desse modo, já não é mais possível pensar em educação sem pensar no ensino e no desenvolvimento das competências socioemocionais.

Trata-se de dar equilíbrio ao ritmo acelerado em que eles estão condicionados. Afinal, a mente e o corpo precisam de cuidados – não funcionamos da mesma forma que as tecnologias.

Além, é claro, da ética e da postura necessárias para os estudantes (e futuros profissionais) lidarem com os desafios da vida em sociedade.  O futuro é socioemocional. 

Socioemocional é o futuro

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Fotos – Divulgação

 

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