Governo estuda inserir aula de inteligência emocional em universidades privadas

30 abr, 2019 | Publicado por Líder em Mim

Um projeto em debate entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do governo Jair Bolsonaro, e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) – entidade que concentra 189 instituições e 75% dos estudantes de graduação – estuda inserir aulas de inteligência emocional nas instituições de ensino superior privadas. O objetivo é levar aprendizado e equilíbrio emocional aos estudantes universitários e tentar reduzir casos como de suicídio e de automutilação.

A ideia em análise no governo é tornar a disciplina obrigatória para alguns cursos, já a partir do segundo semestre deste ano. As carreiras que deveriam oferecer a aula de inteligência emocional seriam definidas pelos próprios reitores das instituições.

Inteligência emocional nas universidades privadas

Inteligência emocional nas universidades privadas

Com duração de 80 horas, a disciplina de inteligência emocional visa a estimular os jovens universitários à conversa de modo a entender a complexidade desse mundo e como lidar bem com conflitos e frustrações.

Aprendizado emocional para os mais jovens

Enquanto a proposta ainda é discutida no âmbito do ensino superior, no ensino infantil e fundamental o aprendizado das competências socioemocionais já está se tornando realidade. Por exigência da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elas devem ser implementadas a partir do próximo ano.

“Mais do que inteligência e estabilidade emocional para entender e conviver numa sociedade cada vez mais complexa, esse tipo de aprendizagem nos primeiros anos de vida escolar permite aos estudantes se capacitarem para outras habilidades como proatividade, responsabilidade, autoconhecimento, respeito e cidadania, valores tão fundamentais para uma vida social plena e saudável”, destaca Morgana Batistella, gerente do programa Líder em Mim.

Aprendizado emocional para os mais jovens

Aprendizado emocional para os mais jovens

Para Morgana, quanto mais cedo as crianças tiverem acesso a esse tipo de aprendizagem e mais ela for trabalhada nas escolas, mais preparadas estarão para compreender e agir diante das incertezas e desafios da vida moderna. “Esse estudante chegará ao ensino superior já com os aspectos socioemocionais bem apurados, pronto para se destacar e fazer diferença não apenas no mercado profissional, mas também na sociedade”, ressalta Morgana.

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Fotos: DepositPhotos

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