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Quarentena: oportunidade para estreitar relações familiares

21 maio, 2020 | Publicado por Líder em Mim

O combate à pandemia do novo coronavírus nos impôs uma nova realidade. Num curto espaço de tempo, aderimos ao isolamento social. Assim, tivemos que nos adaptar rapidamente a uma série de mudanças. Teve o trabalho agora sendo executado em casa, multiplicação das tarefas do lar e outras mais. Nesse cenário, mães e pais se viram num verdadeiro malabarismo. A essas inúmeras atividades,  tiveram também que agregar o cuidado integral aos filhos, sem o apoio das escolas, que tiveram as aulas suspensas temporariamente. Pois, se este período diferente de tudo o que já vivemos mostra-se desafiador, revela-se também uma imensa oportunidade de estreitamento das relações familiares.

Contudo, antes de entrarmos mais afundo no tema e darmos uma base mais sólida do que falaremos a seguir, é interessante resgatar uma mudança promovida pelo conceituado dicionário Houaiss há exatos quatro anos. A alteração foi na definição do verbete “família”.

Até então, “família” era caracterizada como “Grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto…”. Mas, em maio de 2016, o termo passou a ser definido como “Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária”. Dessa nova definição, podemos pinçar união, laço, afeto e compartilhamento para serem as palavras-chave no tema que tratamos a seguir.

Claro, aproveitar ao máximo essa oportunidade criada nesta quarentena requer muita coisa: dedicação, tempo, muito carinho e equilíbrio emocional. Trata-se de um “combo” difícil de se formar, né? Mas, nós do Líder em Mim vamos compartilhar contigo muita informação. Dessa forma, esse momento de isolamento social pode se transformar numa grande possibilidade de união familiar.

Família: união, carinho e dedicação

Família: união, carinho e dedicação

Ocupação e preocupação

Certamente, em muitos lares o foco está em simplesmente manter as crianças ocupadas. Além das atividades escolares que vêm por meio das aulas virtuais, televisão, internet e jogos eletrônicos tornam-se os grandes companheiros. Enquanto filhos assim se distraem, pais se comprometem com as demais obrigações.

Embora nos pareça que, ainda que estejamos em casa, o tempo seja cada vez mais escasso, é preciso dedicar um período para mudar a chavinha, focar na família e esquecer das demais tarefas. Isso vale para os filhos também.

É nesse momento que a ocupação, que é a ação de apenas ocupar as crianças, se transforma em preocupação. Então, é quando construímos uma imensa oportunidade de estreitar laços e afinar ainda mais a qualidade do vínculo. Isso, inclusive, faz toda a diferença no desenvolvimento social e emocional da criança.

Leia também: Quarentena em casa: dicas e atividades para desenvolver o socioemocional com os jovens

Troque experiências e emoções

Troque o celular por experiências e emoções

Troque o celular por experiências e emoções

Aproveite esse momento de conexão para trocar experiências e emoções entre vocês. Busque saber quais sentimentos estão mais aflorados na criança neste momento que estamos vivendo. Aqui, vale lembrar que não são apenas os adultos que vivem certa confusão emocional provocada pela brusca mudança de rotina.

Crianças e jovens também foram muito afetados. De um dia para outro, deixaram de ver seus amigos e colegas de escola, tiveram restringidas várias formas de diversão e não puderam mais contar com toda a doçura da presença dos avós. Foram igualmente submetidos ao isolamento, tendo que dividir seus pais, que muitas vezes ficam o dia inteiro em casa, mas é como se não estivessem. Angústia, ansiedade, medo, tédio e até solidão são emoções evidenciadas por eles nesse período.

Por isso, tire uma parte de seu dia para, justamente, saber o que seu filho sente. Não ignore ou deixe que ele camufle esses sentimentos. Aproveite para desenvolver esses aspectos emocionais, de forma que a criança ou jovem entenda os motivos que o leva para cada sentimento. Entender é o primeiro passo para esse desenvolvimento acontecer da maneira mais natural possível.

Fortalecimento do vínculo

Como essa valiosa troca entre pais e filhos pode acontecer? Aí entra mais um pouco da dedicação e o que pode ser chamado de tempo de qualidade. Aquele momento só de vocês, onde por meio de brincadeira, leitura de livro, uma pintura ou uma boa conversa aspectos emocionais podem ser divididos e explorados.

Utilize a arte para aproximar e explorar sentimentos

Use a arte para aproximar e explorar sentimentos

O mais importante é que a escolha da ação seja pautada na afinidade tanto dos pais quanto dos filhos. Deve ser agradável para ambos, para que seja aproveitada ao máximo. Também é fundamental que ela não concorra com qualquer outra atividade. Afinal, seria desanimador para seu filho ser interrompido num momento de troca, de compartilhamento de seus sentimentos e emoções.

Aqui, cabe mais um detalhe importante. Quando se fala em troca entre pais e filhos, deve-se entender não apenas do filho para os pais, como também vice-versa. O fortalecimento do vínculo resulta em bem-estar para toda a família. Perceba o poder de oxigenação que um momento família pode trazer, dando uma quebrada na pesada rotina com tantas atividades profissionais e do lar. Ou, ainda, o poder de relaxamento e saúde mental que esse tempo dos pais exclusivo para seus filhos proporciona, fazendo esquecer um pouco o trabalho e até mesmo a pandemia.

Sem dúvidas, famílias que conseguirem aproveitar o período de quarentena para estreitar seus laços, ao final desse momento, sairão muito mais fortalecidas. Ao aprofundar relações, conseguirão desenvolver crianças mais felizes e emocionalmente seguras, além de pais mais felizes por exercerem o papel de educador e de agente transformador.

Mais dicas para uma relação saudável

Além de tudo isso que colocamos acima, há outras boas dicas para manter a relação entre pais e filhos saudável durante esse período de isolamento social. Veja:

– Respeite o espaço e as emoções dos filhos: haverá momentos que os filhos também estarão mais fechados ao contato, mais introspectivos, menos dispostos ao diálogo. É preciso entender e respeitar essas ocasiões. Apoie o que for necessário, esteja junto e aguarde esse momento passageiro passar;

– A desordem na rotina anteriormente estabelecida também pode ser uma barreira. Para transpô-la, tente manter um cronograma mínimo. Não precisa ser algo rígido. Mas, para as crianças menores, por exemplo, é importante fixar alguns horários, como o do sono e o da alimentação. Para os mais velhos, que tal definir horários de estudo, que pode ser o mesmo horário escolar, bem como de algumas responsabilidades, como ajudar nas tarefas do lar? Essa mínima organização auxilia aspectos emocionais, enquanto diminui um pouco a angústia e a ansiedade;

– No outro extremo, evite estabelecer programação para o dia inteiro, todos os dias. Guarde um tempo para o ócio. Experimente como o fazer nada em família preenche o coração e dá uma sensação de completa felicidade!

Família feliz, unida: bem-estar socioemocional

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Fotos – Unsplash

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