Competências socioemocionais: como preparar os alunos?

04 abr, 2019 | Publicado por Líder em Mim

Existe uma fórmula para que a criança de hoje se torne o adulto bem sucedido de amanhã? Essa é uma pergunta frequentemente realizada na discussão do papel da escola e do professor na formação integral do aluno e está nas bases da concepção moderna de educação.

Por décadas, a visão tradicional de ensino acreditou que o controle das competências cognitivas era a chave para o sucesso garantido. Dava-se mais ênfase no conhecimento oral e escrito da língua.

Mudança de paradigma

Contudo, já há alguns anos se discute o papel das competências socioemocionais nessa intrincada equação. “De fato, a formação cognitiva e técnica não tem sido mais suficiente para preparar os alunos de hoje, que cada vez mais enfrentarão o novo, fruto da complexidade, globalização e automação que o mundo tem passado e continuará passando. Ela deverá vir juntamente com o desenvolvimento dessas competências emocionais, de forma que a escola prepare o educando para o convívio social, bem como para uma vida profissional e social de realização e sucesso, capaz de atender as exceptivas da sociedade”, ressalta Morgana Batistella, gerente do programa Líder em Mim (OLEM), da Somos Educação.

Estamos nos referindo à famosa inteligência emocional, expressa através de características como comunicação, criatividade, autoconhecimento, autocontrole, curiosidade, empatia e, principalmente, as habilidades de relacionamento interpessoal – atributos cada vez mais valorizadas pelas empresas e pela sociedade.

Competências socioemocionais: como preparar os alunos?
Competências socioemocionais: como preparar os alunos?

Estabelecendo as bases

O assunto é mais do que apenas atual. E embora a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estipule que as escolas de todo o país incluam as competências socioemocionais em seus currículos a partir de 2020, muitas delas já estão há anos se adaptando às dez diretrizes para a educação básica previstas na lei. Essas mudanças, porém, não precisam ser necessariamente drásticas. Grande parte dessas habilidades pode e deve ser incluída no dia a dia das crianças sem que haja prejuízos à grade curricular. Cabe à escola e aos professores fazer a intersecção com o conteúdo programático da forma mais habilidosa possível.

Mas, se a escola está à frente desse processo, como alinhar corretamente a formação dos professores com as novas expectativas? Certamente nenhum deles aprendeu na universidade como trabalhar as habilidades socioemocionais. Alguns cursos, presenciais ou à distância, já estão fornecendo subsídios. Há no mercado opções de pós-graduação e cursos de extensão voltados ao tema.

A formação, na prática

O trabalho de formação das competências socioemocionais do Líder em Mim baseia-se na visão de que toda criança é um líder em potencial. Para aflorar essa liderança, é preciso quebrar paradigmas, o que é realizado no programa com a vivência dos 7 hábitos: seja proativo; comece com o objetivo em mente; faça primeiro o mais importante; pense ganha-ganha; procure primeiro compreender, depois ser compreendido; crie sinergia; e afine o instrumento, buscando o equilíbrio.

O uso desses 7 hábitos cria uma linguagem em comum, melhorando a comunicação entre alunos, pais, professores e demais funcionários da escola. A grande vantagem desse modelo é que, quando compreendida a essência de cada hábito, ela passa a ser praticada não só na instituição de ensino, como também em casa, levando-se o aprendizado socioemocional para toda a vida.

Como acontece o programa?

O programa OLEM começa com um treinamento para professores e integrantes da equipe escolar. Esse treinamento tem duração de 24 horas, divididas em três dias de oito horas. Ele proporciona a imersão dos participantes em cada um dos 7 Hábitos e ensina como implementar o programa na escola.

Competências socioemocionais: como preparar os alunos?

Essa imersão é necessária porque diretores, coordenadores, professores e demais funcionários não podem esperar mudanças significativas nos alunos até que eles próprios se transformem, assimilando os preceitos do programa e, efetivamente, melhorem o clima socioemocional da escola.

Somente depois é possível contagiar os alunos, para que despertem o desejo de serem líderes e busquem excelência em tudo o que fazem. Após a implementação do programa, a escola escolhe de seis a nove pessoas que comporão a Equipe Farol – grupo de educadores e gestores, que será responsável por acompanhar o desenvolvimento do O Líder em Mim na escola. Essa equipe recebe treinamento de mais um dia aplicado pelo assessor OLEM, o que torna o trabalho de formação socioemocional pleno e de resultado.

1 Comentário

  1. Ana Maria Oliveira dos Santos disse:

    Adorei a ênfase dada a importância do olhar para a formação do professor. Isso precisa ficar muito claro para as escolas ao optarem pelo OLEM, pois não se trata de mais uma aula a ser dada, mas sim de um modelo a ser vivenciado por toda a comunidade educativa. Daí ser imprescindível o envolvimento de todos e todas da equipe escolar neste primeiro contato com o processo de transformação que deverá ser vivenciado, aos poucos, por toda a comunidade educativa a partir da implementação do mesmo.

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